Aleluia! Ressuscitou o humor!
Não há duvida que hoje foi um dia repleto de piadas. Aleluia!Com a ressurreição de Cristo, ressuscitou também o bom humor em Portugal.
Tivemos uma surpreendente declaração de um nosso ministro que até me ia deixando Gago. Então não é que o indígena resolveu dizer que o percurso académico do primeiro-ministro devia encher de orgulho e regozijo o país! É verdade, o sr. Ministro teve o descaramento até de dizer que este é um caso de certa maneira exemplar, e aqui tem toda a razão, uma vez que tem sido quase exemplar a tentativa do primeiro-ministro para se esquivar à questão que anda na ordem do dia. E digo esquivar, para não dizer mesmo “fugir a sete pés”, porque sobre qualquer assunto lá víamos todos os dias Sócrates a falar na televisão. Podia ser sobre a OTA, sobre o choque técnologico, sobre as maternidades que fecham, sobre o triste episódio chinês dos baixos salários, sobre as fraldas dodot… etc… etc… etc… Não havia dia nenhum que o homem não falasse para um órgão de comunicação social. De repente eclipsou-se. Desapareceu. Deixámos de o ver diariamente, e deixou de falar sobre o que quer que fosse, não fossem os incómodos jornalistas, fazer a pergunta sacramental… Afinal é ou não é?
É tão evidente, como a idiota tentativa de um sr. Ministro, chamar burros a todos os Portugueses, por isso acho que a única explicação possível é a tentativa do sr. Ministro de se armar em gato fedorento e tentar por a malta bem disposta.
Como se não bastasse de piadas por um dia, lá nos amandaram com mais esta.
Só o título dá para rir à gargalhada, “Carga fiscal aumenta mas mantém-se abaixo da média europeia”.
É que de acordo com os dados do Eurostat, Portugal tem uma carga fiscal inferior à média da União Europeia e da Zona Euro, embora esta tenha aumentado nos últimos dez anos, contrariando a tendência dos restantes parceiros europeus. Dizem ainda que a nossa carga fiscal, situa-se abaixo da média dos nossos parceiros europeus, com os portugueses a pagarem relativamente menos impostos do que os italianos, franceses e alemães, e um valor muito próximo do dos espanhóis.
Como vêem dá mesmo para rir. É que se pagamos um bocadinho menos do que os nossos parceiros europeus, é porque ganhamos monstruosamente menos do que os nossos parceiros europeus, já para não falar da taxa de esforço necessária para o pagamento dessa mesma (embora inferior) carga fiscal.
Provavelmente se fizerem uma elementar regra 3 simples, entre os nossos ordenados e a nossa carga fiscal e a compararem com a mesma regra 3 simples dos nossos parceiros europeus, o resultado seria certamente dramático.
É por isso que a única explicação possível para a divulgação desta enganosa estatística é a tentativa de mais uma vez por a malta bem disposta.
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